É... eu sei que faz tempo que não escrevo. E sinceramente? Havia MUITO a ser dito, mas preferi me calar. Agora cesso o meu "jejum de post" porque a data é muito especial: há três anos comemorei a minha formatura do curso de Letras!
Olhando para trás, percebo a mão de Deus conduzindo todos os meus caminhos, realizando meus sonhos, me levando à USP, me apresentando amigos queridíssimos, me dando oportunidades ímpares de aprendizados com grandes sábios... e para fechar com chave de ouro, Ele mesmo foi gerando um grande amor em meu coração pela docência, me preparando para hoje eu ser funcionária pública na escola Estadual e Municipal.
Não satisfeita, estou no segundo ano do curso de Pedagogia e cada dia sinto-me mais e mais realizada por tudo o que aprendo sobre minha profissão.
Nestes três anos tive a oportunidade de lecionar para o EJA, sextas, sétimas, primeiras, segundas, terceiras, quartas e oitavas (com sala de leitura). Cada dia um novo aprendizado, uma nova conquista, uma nova parceria com Deus.
E por tudo o que Ele ja fez, e por tudo o que ainda há de fazer, sou muito e muito grata. Que muitas vidas sejam abençoadas por meio do meu trabalho, e que meu amor pelo magistério dure por muitos, e muitos, e muitos anos (apesar de todas as adversidades). ;)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Com intensidade
Faz tempo que eu não sinto tanta dor pelo fim de uma paixão. Desta vez eu "pulei de para-quedas", só me esqueci de pegar o equipamento...
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
E novamente é dezembro
Hoje inicia dezembro, e assim mais um ano chega em sua reta final. Em breve chegará o momento da minha retrospectiva de final de ano, mas já posso adiantar que 2011 foi um período de introspecção. Época da Thatiana (esta que vos fala) olhar para dentro de si e olhar para fora.
Acho que tenho sido já há algum tempo uma "coruja".
Quando será que passarei para a próxima fase? :)
Acho que tenho sido já há algum tempo uma "coruja".
Quando será que passarei para a próxima fase? :)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Uma crônica
Eu sei que a gente se acostuma, mas não deveria.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia sobre guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infidável catarata dos produtos. A gente se acostuma a poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acotuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não abrir para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia sobre guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infidável catarata dos produtos. A gente se acostuma a poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acotuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Mulher virtuosa, quem a acharás?
Ha um tempo Deus me falou algo a respeito de ser como Ester. Penso nisto há anos, e desejo estar sendo preparada para ser uma mulher sábia como ela.
Abaixo uma receitinha de mulher virtuosa, que encontrei na internet.
Eis-me aqui, Senhor!
Abaixo uma receitinha de mulher virtuosa, que encontrei na internet.
Eis-me aqui, Senhor!
'Para ter lábios atraentes, diga palavras doces ;
Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas ;
Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos;
...
Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia ;
Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho;
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas. Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço .
Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.
A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo .
A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside ! '
Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas ;
Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos;
...
Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez por dia ;
Para ter boa postura, caminhe com a certeza de que nunca andará sozinho;
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas. Lembre-se que, se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço .
Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmos, a outra para ajudar o próximo.
A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo .
A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para seu coração, o lugar onde o amor reside ! '
domingo, 4 de setembro de 2011
=(
Estou gostando tanto de uma pessoa que a saudade me chega a doer.
Ah, Deus, toma meu coração nas suas mãos, e me ajuda naquilo que para mim é impossível. =_(
Ah, Deus, toma meu coração nas suas mãos, e me ajuda naquilo que para mim é impossível. =_(
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Vi no Facebook e copiei!
Concordei com o texto que uma colega postou no Facebook, e por isto postei aqui ;)
Não quero príncipe encantado. Quero alguém que me diga que a vida vai ser dura, mas que eu vou superar todos os obstáculos. Quero alguém que me corrija quando estiver errada, mas que me diga o que fazer para melhorar. Quero alguém que me diga verdades, mas que também possa reconhecer meu potencial. Quero alguém que me acorde cedo, mas que se deite ao meu lado antes de ir embora. Quero alguém que o...uça as minhas loucuras, mas que não use isso contra mim. Quero alguém que além de se importar com a minha aparência, se importe com o que sinto. Quero alguém que minta quando for pra me proteger, mas não demore tempo demais pra dizer a verdade. Quero alguém que não use a minha fragilidade apenas para me trapacear, que faça dela um instrumento para me conquistar. Quero alguém que sonhos em ter filhos e um relacionamento duradouro, mas que também sonhe com as nossas aventuras juntos. Quero que tenha o pé no chão, mas que voe comigo quando meus desejos forem os mais loucos. Quero que veja meus defeitos, aponte eles, mas que reconheça minhas qualidade, meu esforço. Quero encontrar alguém que não seja um príncipe com toda sua perfeição e seus encantos, quero que seja ser humano. Tenha medos. Segredos. Sonhos. Quero que a gente viva no mundo real, que possamos aprender com as quedas, pois não vivemos em contos de fadas e a vida é dura. Mas espero que quando encontrar este alguém, sejamos felizes enquanto durar, e se houver um “para sempre” que ele seja verdadeiro.
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